• 02.03.2011

Miguel Luiz Ambrizzi

1. Jardim 2. Memória 3. Cataventógrafo

© Miguel Ambrizzi

1. O que faz o jardineiro senão cuidar do seu jardim? Site-specific realizado no Observatório, um jardim de cataventos. Entre o pas- sado e o presente, preocupações com o futuro. O que fazer com o passado? O que sobra e o que fica do passado é a mecanicidade, o movimento circular, um eterno movimento — movimentos — de memória e de afeto. Um lugar, um jardim, um menino a brincar no jardim. Com o tempo, cuidar de um lugar como quem cuida de um jardim. Não deixar que ele morra, que deixe de existir. Plantar, regar, podar, adubar um jardim seco…

2. O jardineiro fiel, o jardim eterno. Redoma de vidro, catavento de papel e forma de plástico.

3. Seria possível um registo artístico do tempo? Um passado que pesquisava dados sobre o tempo. O presente que produz obras artísticas. Registos científicos e artístico-científicos. Como reflexão sobre a própria condição atual do Observatório, Cataventógrafo é um objeto de medição do tempo, da quantidade de vento num determinado lugar. Através de bolhas-pigmento que saem da hélice de um catavento, registos-pinturas são realizados em papéis.