• 02.03.2011

José Dias

Projecto IGSP

© José Dias

Possibilidades de uma (in)visibilidade

O interesse pelo Espaço e pelo Lugar nas artes contemporâneas acompanha os debates em diversas áreas do conhecimento, sobre a ideia de perca dos seus sentidos na sociedade actual.

Ora, tendo como ponto de partida o Instituto Geofísico na Serra do Pilar (instituição ligada ao controlo do Espaço e do Tempo) e o seu questionamento, pretendemos colocar a reflexão no sentido da (im)possibilidade da perda de Lugar, no contexto das novas condições tecnológicas e à luz dos fenómenos globais. Como sabemos, em virtude do impacto das novas tecnologias da comunicação e informação, assiste-se a um processo de desmaterialização e de desterritorialização. Castells definiu a noção a que chamou espaço de fluxus para descrever como a mobilidade e a fluidez estão a re-definir todo o sentido de permanência e de estabilidade tradicionalmente identificado com o Espaço e o Lugar.

O conceito do projecto pretende ser o resultado de um diálogo, não com a instituição ou morfologia do edifício, mas sobretudo com o seu poder simbó- lico no contexto contemporâneo. A ideia central projecta-se, assim, na possibilidade da sua (in)visibilidade, e na necessidade de criar registos sismográficos, sintomas dos abalos que a contemporaneidade impõe.